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A partir deste mês, a região intensifica o calendário de atrações para receber turistas e nativos em férias de verão antecipado.
O início oficial do verão no Brasil é no dia 21 de dezembro, mas os Estados do Nordeste anteciparam para este mês a abertura da estação mais quente do ano. Capitais e cidades oferecem uma programação especial. Manifestações culturais, boa gastronomia, esportes, festivais de música e festas literárias esperam os turistas que devem invadir a região em busca de sol e calor.
Em Pernambuco, a programação começa na segunda quinzena deste mês. O Festival Roda de Boteco anima os bares da cidade com uma disputa acirrada para ver quem leva o prêmio nas categorias de melhor tira-gosto, melhor serviço de bebida, melhor garçom e maior higiene.
No dia 19, a largada da XXI Regata Internacional Recife-Fernando de Noronha - a maior prova oceânica do Brasil - deve reunir mais de três mil pessoas na praça do Marco Zero para uma grande festa. Cem barcos oriundos de cinco países participam da competição. No dia posterior, a Parada da Diversidade reúne o público LGBT e anima a orla de Boa Viagem.
Em outubro, é a vez do Festival Bar em Bar movimentar a capital pernambucana - terceiro pólo gastronômico do País. A programação do mês é intensa e ainda conta com o Festival de Dança do Recife, a Bienal do Livro de Pernambuco, o Festival de Circo do Brasil e a 13ª Casa Cor.
No mês seguinte, as atenções se voltam para Porto de Galinhas. Entre os dias 5 e 8 de novembro, o balneário se torna a capital nacional da literatura, com a V Fliporto - Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas. Este ano o evento vem com uma programação mais compacta e celebra os escritores Ibero-americanos. Entre os nomes que vão marcar presença estão Laurentino Gomes e Eduardo Galeano. O evento funciona de forma descentralizada e oferece discussões literárias, programação infantil, circuito gastronômico e shows noturnos.
Em Fernando de Noronha, o mês de setembro marca o fim do período de chuvas. O arquipélago é um dos destinos de verão mais desejados do mundo. E não é para menos: em seus 17 quilômetros quadrados de área, a ilha é capaz de concentrar uma impressionante quantidade de lugares paradisíacos. Além de relaxar, em Noronha também é possível conseguir uma boa dose de aventura. A trilha do Capim Açu, que dura de quatro a seis horas para ser completada, é a menos explorada e guarda resquícios da vegetação local original, devastada quando a ilha abrigou um presídio para presos políticos.
O Planasub - um esporte náutico 100% noronhense - é opção para quem deseja se aventurar no mar, sem encarar cilindros de oxigênio e grandes profundidades. Trata-se de uma prancha de fibra, anatomicamente construída para ser guiada por uma pessoa enquanto é rebocada por um barco.
Maceió
Na praia da Pajuçara, em Maceió, o Stand Up Paddle Surf está se tornando febre e promete ser o hit do verão na capital alagoana. O esporte é praticado com prancha de 11 pés, com grande flutuabilidade, capaz de aguentar facilmente uma pessoa em pé. De remo em punho, turistas e maceioenses estão descobrindo uma maneira mais divertida de chegar às piscinas naturais. Na bela Ipioca, a 20 minutos do Centro, o badalado bar Hibiscus é o ponto de encontro dos jovens descolados da cidade. O lugar oferece uma infraestrutura completa para os visitantes, com mesas de praia, sofás, redes e espreguiçadeiras. O cardápio conta com criativos pratos à base de frutos do mar, carnes e aves. As tardes das sextas, sábados e domingos serão embaladas ao som de bandas de música instrumental ao pôr-do-sol. Quinzenalmente, aos domingos, o espaço Posto 7, na praia de Jatiúca, recebe os músicos da cidade e grupos de folguedos típicos se apresentam dentro do projeto Viva Cultura. A iniciativa da Secretaria de Promoção e Turismo de Maceió (Semptur) e da Fundação Municipal de Ação Cultural tem como objetivo mostrar aos visitantes e moradores a pluralidade das manifestações culturais desenvolvidas na cidade, bem como o talento dos novos expoentes da música de Alagoas.
João Pessoa
A cultura também dá o tom do verão em João Pessoa, capital da Paraíba. Neste mês, o Circuito das Praças leva shows de artistas locais, apresentações de artistas populares, encenações de teatro e recitais de poesia para 14 praças, espalhadas nos diversos bairros da cidade, às 20 horas.
A Estação Cabo Branco - Ciência, Cultura e Artes intensifica a agenda de atrações artísticas para receber os turistas. Estão programados shows de jazz, música instrumental e grupos de percussão. No mês seguinte, o Outubro do Teatro invade as ruas e os palcos de João Pessoa, trazendo grupos locais e companhias convidadas de outros Estados.
Fundada em 1585, a capital paraibana revitalizou o centro histórico, que exibe casario colorido e igrejas centenárias, como o complexo barroco de São Francisco. Na parte velha há uma grande quantidade de monumentos, prédios e igrejas que recontam a história de uma Paraíba guerreira. Dentre eles, merecem destaque pelo incalculável valor artístico, a Igreja de São Francisco e o Convento de Santo Antonio, que começaram a ser construídos em 1589, quatro anos depois da fundação da cidade. Atualmente, o conjunto funciona como centro cultural e abriga exposições de todos os tipos.
João Pessoa também conquista pelo paladar, com uma culinária peculiar. Na praia de Manaíra, o restaurante Mangai é a catedral da cozinha nordestina e já virou ponto turístico da cidade. O lugar tem decoração rústica, que lembra um armazém, e garçons vestidos de cangaceiros.
ARTIGO
Pernambuco especial
Voltar a Recife e ver as melhorias ocorridas naquela cidade foi uma grande surpresa. Senti o bairro de Boa Viagem, por exemplo, mais seguro, policiado e limpo. A cidade ganhou mais de cinco mil policiais, isso, com certeza, deixa o cidadão mais tranquilo para caminhar até à noite. Vi lixeiras na praia de Boa Viagem e no calçadão, e também latões de lixo para reciclagem nas calçadas. Maravilha! Recife prova que mesmo enorme, é ecológica. Os avisos na praia para os banhistas tomarem cuidado com os tubarões mostram o respeito às pessoas. A avenida foi diminuída, a fim de dar o direito aos ciclistas de andarem de bicicleta na mão e contra-mão, ou seja, o trânsito fica mais civilizado desta forma. Dica de hospedagem: Pousada Casuarinas, cujo homepage é www.pousadacasuarinas.com.br. As proprietárias Patrícia e Simone são gentis e prestativas.
Tenho sugestões gastronômicas a dar. O bolo de rolo é uma instituição, porém meu coração bate pelo bolo de tapioca do Café São Braz, regado a leite de coco. Também há o self-service Chica Pitanga em Boa Viagem, perto da feirinha. Trata-se de um restaurante decorado lindamente e "arretado" de bom.
A jornada pernambucana continua por Gravatá, na serra. Cidade perto de Recife com infraestrutura boa para morar, limpa, ajeitada e com casas em estilo suíço. O incrível do local é ter um pólo moveleiro significativo, lojas que dão gosto de se entrar e comprar, uma natureza verdejante e um clima agradável. Dica de pousada: Bom Clima, www.pousadabomclima.com.br.
Da serra, vamos às praias paradisíacas de Pernambuco - litoral sul, bem perto da capital. Imaginem praias com coqueiros mil, piscinas naturais de água azul, cristalina e transparente, um clima aprazível, muita água de coco, enfim uma vida boa que só. De Tamandaré, conhecemos a magnífica Praia de Carneiros. Lá fizemos um passeio de barco que passa pelo encontro de três rios (dentre eles, o Rio Formoso), arrecifes, piscinas naturais, restaurantes temáticos, banhos de argila, em suma, o próprio Caribe do Nordeste. Uma boa pousada cujos donos moram lá: Recanto dos Corais, www.pousadarecantodoscorais.com.br. Procurem pelo gaúcho Donaldo que é uma pessoa querida. Evitem o período de chuvas, pois o acesso de Tamandaré à Praia de Carneiros fica difícil e na própria cidade, há muita lama nas ruas, atrapalhando a locomoção. Já ao entrar na localidade, deparamo-nos com um pedaço de Mata Atlântica, chamado Reserva de Saltinho, que nos lembra Guaramiranga com a sua vegetação esplendorosa.
De Tamandaré, fomos para Porto de Galinhas. Uau! Paraíso dos paraísos! Dica de pousada: Recanto da Preguiça, www.pousadarecantodapreguiça.com.br. E de restaurantes: Beijupirá, temático, lindo e com uma decoração com cores suaves. Aconselho os pratos beijumanga e beijucanela; Soparia Lumiar; Peixe na Telha cujo peixe a Geraldo Magalhães é uma delícia; e Barcaxeira, com pratos de macaxeira e algo mais, que além de saborosos, são tão fartos que não dá para comer tudo, é uma refeição completa.
Ainda se encontram casas sem muros, pessoas andando nas ruas, calmas, sem medo de violência. O centro é uma gracinha e a vila tem toda a condição de aumentar o encantamento dos turistas. De lá, vai-se para as praias de Maracaípe e Muro Alto (de carro é melhor), todas transbordando de beleza. O banho é inesquecível nelas e, em Porto de Galinhas, vai-se de jangada para as piscinas naturais. Elas também se fazem presentes em Maragogi, Alagoas, lugar aprazível, cujo litoral oferece um visual, digno de deleite e bons momentos nos restaurantes à beira mar. Êta Nordeste charmoso, dá gosto de estar em lugares tão fascinantes.
MÔNICA DOURADO FURTADO
ESPECIAL PARA TURISMO
Fonte: Jornal Diário do Nordeste |
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O dia 10 de junho de 1914 é tido como o início da história de Foz do Iguaçu. De igual maneira o ano de 1939 aparece como o ano de fundação do Parque Nacional do Iguaçu. As duas datas estão corretas. Porém o que se deixa passar em branco é o que aconteceu antes destas datas. Entre 1888 e 1914 muita coisa aconteceu. Entre outras, o que hoje é Foz do Iguaçu passou 20 anos como Colônia Militar. Em uma colônia militar, não há impostos como IPTU, ISSQN. Não se compra, troca ou se vende terreno. Ninguém é eleito. E quem manda é o comandante. Quanto ao Parque Nacional do Iguaçu, se pode dizer a mesma coisa. Antes do PNI ser fundado, há toda uma história que começou em 1913. O ponta-pé inicial foi a lei Estadual 1.260 de março daquele ano. A lei criava pela primeira vez, no Paraná, a possibilidade de se desapropriar terras por questões de "interesse público". Ninguém tinha idéia como essa lei iria ser utilizada. No mesmo ano, em junho, a Lei foi regulamentada pelo Decreto 460 publicado no Diário Oficial do 19 daquele mês. Porém se voltou a falar desta lei, no que se refere à Foz do Iguaçu em 1916. Em uma colônia militar ninguém compra terreno. Ou pelo menos ninguém deve comprar terreno. As pessoas que vem morar em uma colônia requerem um lote. No caso da Colônia Militar do Iguassu, havia dois tipos de lotes. O lote rural, para agricultura e um lote em algum lugar que um dia será chamado de urbano. Em 1905, já sentindo o cheiro da possibilidade de mudança no ar, o comando da Colônia Militar do Iguassu deu instruções que se desse início a um Registro de Colonos que viviam na CMI. A primeira página do Livro para Matrícula de Colonos da Colônia Militar foi ocupada por um colono espanhol, de 47 anos, chamado Jesús Val. Segundo o registro, Jesús Val, 47 anos, casado, era residente na Colônia desde 1897. Ele recebeu da Colônia Militar um lote de 1.008 hectares para fins agrícolas. O lote de Jesús Val ocupava a margem do rio Iguassu. Junto aos Saltos de Santa Maria. Jesús Val não parecia ser um colono comum. Ele se identifica como fazendeiro, anos mais tarde, e como residente no Paraguai. O sargento escrevente fez questão de deixar registrado que recebera um telegrama urgente do Ministro da Guerra pedindo que se demarcasse o lote do colono com caráter de urgência. Por quê? Jesús Val era o feliz dono do Lote onde hoje estão as Cataratas. E segundo o documento Jesús Val já tinha um "hotel" no local. O hotel do espanhol aparece como marco de orientação na demarcação. Então se o terreno era de Jesús Val, que negócio foi feito com os Engel? Era alugado? Foi uma concessão? Como aconteceu? Quem construiu o hotel? São perguntas que para serem respondidas necessitam de documentos, contratos, recibos eu podem estar perdidos no tempo.
Época de transição A Colônia Militar do Iguassu conseguiu afirmar a presença brasileira na região. Mas não conseguiu trazer prosperidade. Tudo era longe. O "colonial" (quer dizer o iguaçuense da época) não tinha estímulo para produzir. Esta era uma região dominada pela erva mate - indústria que perduraria até 1936. Para fazer dinheiro, ou o "colonial" trabalhava nos ervais ou tirava madeira e rezava para que a terra se valorizasse um dia. Por fim, o Governo da República, decidiu entregar a Colônia ao Estado do Paraná. Veja o que diz um dos maiores historiadores do Paraná: "Os colonos que ganharam lotes de terra nos domínios da colônia tinham por obrigação principal produzir agricultura de subsistência. Mas tal não ocorria. Os que abandonaram a colônia passaram a extrair a erva mate e cortar madeiras.Com o tempo deixaram seus lotes e foram predar as terras e matas do governo. Os próprios oficiais para lá destacados consideravam-se desterrados. Aproveitavam pois o tempo para melhorar sua situação financeira através do contrabando... como a colônia não prosperasse, em 1912 foi entregue à administração do Estado". (Rubem Waschowich, Obrajeiros, Mensus e Colonos, p.226) No dia 6 de fevereiro de 1913, o primeiro tenente-escrivão Arcelindo Clarindo de Paula escreve no Livro para Matrícula de Colonos: "Por ordem do Sr. capitão Francisco Cordeiro de Oliveira Rosa, diretor da Colônia, encerro a escripturação deste livro, por ter sido segundo comunicou-se ao tenente-coronel Frederico Luiz Rossany, chefe do estado Maior do Exército em telegrammas de 4 e 6 de fevereiro, por Decreto número 1002 de 29 de janeiro, tudo do corrente anno, mandada a Colônia Militar passar a regime civil. Colônia Militar do Iguassu, 6 de fevereiro de 1913. Entre 1912 e 1914 a Colônia estava sob a administração do Município de Guarapuava. Mas quando nasce uma cidade? No dia em que o primeiro prefeito e primeira Câmara assumem? Ou no dia em que sai o decreto que cria a cidade? Bem, o Decreto que cria Vila Iguassu é do dia 14 de março de 1914. A inauguração do Município de Vila Iguassu só ocorreu no dia 10 de junho de 1914. Um ano após a Lei que previa a desapropriação de terras. Naquele dia, tomou posse o prefeito Jorge Schimmelpfeng cujo nome já aparece no Livro para Matrícula de Colonos desde 23 de maio de 1906. Ele tinha então 30 anos e era viúvo. No livro aparece também Jorge pedindo licença para ausentar-se da colônia por motivos particulares. Na posse Schimmelpfeng fez um longo e emocionado discurso. Ele disse aos iguassuenses: "não quero que a única diferença entre a Colônia Militar do Iguassu e o Município de Vila Iguassu sejam os impostos...que vamos cobrar. O discurso de Schimmelpfeng foi publicado na íntegra no Diário Oficial do Paraná no dia 19 de agosto de 1914 e se encontra preservado na Biblioteca Pública do Paraná. A Lei número 2 da Vila Iguassu tratava sobre as fontes de renda e imposto. A lei tratava com detalhes sobre a necessidade de organizar um matadouro, cobrar impostos das terras e sugeria algumas multas urbanas.
Enquanto isso, no Parque A primeira vítima "iguassuense" da Lei 1.260 agora regulamentada pelo Decreto 460 foi o colono ou fazendeiro Jesús Val. No dia 31 de julho de 1916, o Diário Oficial publicou o Decreto 653 que declarava as 1.008 hectares dele como de "utilidade pública". Segundo o Decreto, a área de terra em frente às Cataratas seria reservada para o estado. E o que o estado faria com ela? "Um parque e uma povoação". Este foi um momento de grande iluminação do Estado do Paraná. E um momento de pesadelo para Jesús Val. Como estaria a área das Cataratas, se Jesús Val ainda fosse o dono da terra? É sempre interessante perguntar como seria? Jesús Val não gostou. Entrou na Justiça para reaver a sua terra. Nos documentos dessa época, Jesús Val já aparece como viúvo e residente em Puerto Colón, Paraguai. Para acompanhar o processo jurídico, ele constituiu o cidadão brasileiro Dr. Antonio Joaquim Alves de Farias, engenheiro civil e solicitador residente na capital para "promover a ação contra o Governo do Paraná, para indenização dos prejuízos que lhe causa o Decreto 653 de 28 de junho de 1916 (data anterior à publicação no DO) e acompanhar processo em primeira e segunda instâncias...". O engenheiro Antonio Alves de Farias continuou procurador de Jesús Val até 1919. No dia 13 de março, o engenheiro Farias passou a procuração para outro cidadão, Leopoldo Frederico Pereira, telegrafista-chefe e residente em Curitiba. Quatro meses depois, no dia 10 de julho, o processo Jesús Val contra o Estado do Paraná, chegou ao fim. Jesús Val desistiu do processo e negociou ainda em primeira instância. No acordo, Jesús Val vendeu as 1.008 hectares de sua propriedade por 298:716$322 (Duzentos e noventa e oito contos, setecentos e dezesseis mil, trezentos e vinte dois réis). Deste total, 297:900$00 (Duzentos e noventa e sete contos e novecentos mil réis) ele recebeu em apólice do Governo. O restante, 816:322 (Oitocentos e dezesseis mil, trezentos e vinte e dois réis) ele recebeu em moeda corrente. O professor e economista Daurí Braga Brandão, da Uniamérica fez um cálculo, a pedido do autor, para saber qual é valor em dinheiro atual que Jesús Val recebeu. O cálculo de 18 páginas concluiu que o valor total corrigido é de R$ 127.888, 87 (cento e vinte e sete mil, oitocentos e oitenta e oito reais e oitenta e sete centavos).
Concluindo E Santos Dumont? Lembremos que a passagem histórica de Santos Dumont pela Vila Iguassu. Quando em 1916, Santos Dumont disse à menina Elfrida Engel "É injusto que essas terras estejam em mãos de particulares" o imóvel dos Saltos Santa Maria ainda era de Jesús Val. A questão é: Santos Dumont chegou a falar com o presidente do Estado? Foi coincidência? De novo os arquivos históricos ainda não responderam a estas perguntas. Essa "história" de Foz do Iguaçu não é sequer a ponta de um enorme iceberg. As grandes perguntas estão aí. Quem foi, o que fazia Jesús Val? Ele veio da Espanha e possivelmente de Burgos. Mas o nome Val é comum naquela parte da Espanha. Até este ponto se sabe que para responder as grandes perguntas sobre Foz do Iguaçu e sua história é necessário caminhar muito. Curitiba, Cascavel e Guarapuava; Rio de Janeiro, Posadas e Buenos Aires. E não se assustem se algum documento importante for encontrado em Londres. É que nesta época o capital inglês era muito importante por aqui. As grandes "obrages" grandes áreas de terra para a extração de erva mate perduraram até 1930. Grupos ingleses como a Companhia de Maderas del Alto Paraná que controlava a obrage Fazenda Britânia. A Companhia Brasileira de Viação e Comércio (BRAVIACO), subsidiária da empresa São Paulo-Rio Grande e controlada pela Brazil Railway Co, todas têm a ver com nossa história. Jorge Schimmelpfeng era, por exemplo, o administrador representante da Fazenda Britânia.
Início do Parque No que se refere ao Parque Nacional do Iguaçu, o que começou em 1939, foi o Parque "Federal" como patrimônio da União e do Povo Brasileiro. A história vem de muito antes e ainda não terminou. Não se pode deixar de admirar a visão dos deputados da legislatura de 1913. O A Lei 1.260 foi assinada pelo então presidente do Estado, Carlos Cavalcanti de Albuquerque. Em 1916, dentro de um invejável processo de continuidade, o presidente do Estado Affonso Alves de Camargo, assina o Decreto 653 que cria o Parque Estadual do Iguassu. Mais tarde, o Estado, adquiriu mais terras e aumentou o tamanho do Parque estadual do Iguaçu. Foram estas 3.351 hectares que o Paraná ofereceu a União para que ali fosse criado um Parque Nacional. O Paraná falou em Parque Nacional muito antes do Brasil embora o primeiro Parque Nacional brasileiro tenha sido o Parque Nacional de Itatiaia. A União aumentou a quantidade de terra para atuais 185 mil hectares. Colocou o Parque na lista do Patrimônio Natural. E muita gente sofreu, teve direitos sacrificados para que tivéssemos um Parque. Jesús Val foi o primeiro. Mas a lista é grande. Segundo o registro, Jesús Val, 47 anos, casado, era residente na Colônia desde 1897. Ele recebeu da Colônia Militar um lote de 1.008 hectares para fins agrícolas Jesús Val não gostou. Entrou na Justiça para reaver a sua terra. Nos documentos dessa época, Jesús Val já aparece como viúvo e residente em Puerto Colón, Paraguai Quando em 1916, Santos Dumont disse à menina Elfrida Engel "É injusto que essas terras estejam em mãos de particulares" o imóvel dos Saltos Santa Maria ainda era de Jesús Val Em 1916, dentro de um invejável processo de continuidade, o presidente do Estado Affonso Alves de Camargo, assina o Decreto 653 que cria o Parque Estadual do Iguassu
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Dia Mundial do Turismo 2009 com o tema “Mudanças Climáticas: o turismo em busca da Ecoeficiência”
Este ano, para comemorar o Dia Mundial do Turismo, está prevista a entrega de flores e brindes aos turistas que desembarquem no Aeroporto e aos que passeiem pelas ruas da cidade.
Entradas gratuitas em museus, um concerto de música no Teatro Municipal, espectáculos de folclore e bandas filarmônicas. As atividades ligadas à Natureza não faltam também. Os turistas terão à sua disposição circuitos de canyoning, rapel, tirolesa, passeios de charrete, observação de pássaros e passeios monitorados aos parques.
Não seria lindo se as comemorações do Dia Mundial do Turismo fossem dessa forma, cada cidade promovendo os seus atrativos para que os locais e turistas conheçam e desfrutem?
A programação acima foi tirada de um blog da Ilha da Madeira chamado Atitude Própria (claro que adaptadas as localidades para despistar a identificação imediata - senão o texto não despertaria sua curiosidade).
O dia 27 de setembro foi instituído como o Dia Mundial do Turismo, em 1980, pela Organização Mundial do Turismo - OMT, instituição pertencente ao Sistema das Nações Unidas. A data foi escolhida por coincidir com um marco importante para a história do turismo no mundo: o aniversário de adoção dos Estatutos da OMT (em 27 setembro 1970).
A objetivo do Dia Mundial do Turismo é promover o conhecimento para a comunidade internacional sobre a importância do turismo, e seus valores sociais, culturais, econômicos e políticos, cuidando ainda dos impactos causados pela atividade, além de se observar a importância na resolução dos problemas relacionados à igualdade social.
Por recomendação da OMT, a cada ano, é escolhido pelos países membros da Organização um tema a ser debatido internacionalmente, e este ano o tema é: “Mudanças Climáticas: o turismo em busca da Ecoeficiência”
Aparentemente, aqui no Brasil, a data vai passar sem grandes alardes.
Fóz do Iguaçú prevê ações como as da Ilha da Madeira, onde habitantes locais e turistas além de conferir o artesanato local, poderão fazer escalada, andar de carretinha no centro e muito mais.
No Blog Caminhos Turismo, encontrei a dica de que o SESC SP tem ações como palestras, peças teatrais para crianças e passeios em comemoração à Semana do Turismo.
No mais, fazemos aqui uma sugestão: Que tal visitar os pontos turísticos da cidade onde mora? Visite o museu da cidade, vá caminhar no parque, procure olhar a arquitetura da sua cidade com outros olhos (e não aquele de todos os dias - com pressa), vá a um lugar pitoresco onde vc levaria um turista, vá a uma feira de artesanato e compre uma lembrança para você mesmo ou para presentear algum amigo, enfim… mude sua rotina e viva a sua cidade com outro olhar. Sem dúvida você vai descobrir coisas novas. |
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O evento, considerado o maior do Sul do Brasil e um dos mais badalados da América Latina está em sua 8º edição e reúne novamente os mais renomados hairstylists do país, entre eles Marcos Fenning, Magno Alves, Ivaldo Lima e Erik Morais, do Brasil e Júlio César do Uruguai, e conta ainda com a presença do maquiador das principais atrizes e modelos brasileiras, Duda Molinos.
Mais de mais de 3500 profissionais do Brasil, Paraguay e Argentina, estarão reunidos nos dias 9, 10 e 11 de novembro, em Foz do Iguaçu, no Hotel Rafain Palace, para saber tudo o que fará a cabeça, o corpo, as mãos e os pés na próxima estação.
Durante o evento serão apresentadas todas as tendências para o verão 2009. Cortes a navalha, Marketing pessoal, Moda Européia, Novos estilos de penteados, e maquiagem para noivas, madrinhas, debutantes, e dia-a-dia, estarão nos palcos do FozHair Internacional 2008.
Desfiles de corte, coloração, maquiagem e penteados apresentados pelos maiores profissionais do eixo Rio-São Paulo, assim como Workshops passo a passo sobre Novas técnicas de cortes estilizados, Alongamento com queratina e Traçado harmonioso de sobrancelhas rechearão as agendas dos participantes.
O evento que já faz parte do calendário turístico do município promete este ano surpreender ainda mais os participantes. Durante o FozHair haverá ainda o Congresso de Manicure e de Estética, que abordará temas desde a “Cirurgia Plástica”, passando por “Novidades de Tratamentos Capilares”, “Normas e Procedimentos Diferenciados em Fichas de Anamneses Para Atendimento aos Clientes”, até “Técnicas com Pindas Chinesa e Aromaterapia”.
A feira aberta ao público gratuitamente é outro atrativo. Mais de 50 marcas famosas como TAIFF, NEXT, WELLA, LOREAL, VITADERM, ADCOS, NIASI, VULT , entre outras, estarão durante os três dias em 70 stands apresentando todas as novidades da cosmetologia, com os principais lançamentos de produtos e serviços para a temporada primavera-verão 2008/2009.
O FozHair Internacional 2008 ainda oferece aos participantes inúmeros prêmios, além de uma programação recheada de informações, atrações e novidades. Mais informações e inscrições pelo site www.fozhair.com.br |
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